Anitta chegou à disputa principal do Grammy Latino de 2026. “EQUILIBRIVM”, álbum lançado em abril, está entre os indicados a Álbum do Ano, categoria que reúne trabalhos de artistas de diferentes países e estilos. Entre os nomes da lista estão Rosalía, Karol G, Jorge Drexler, Mon Laferte e Carín León. Para a cantora brasileira, a indicação coloca um projeto construído em torno de muitas facetas de sua música no centro da conversa continental.
O disco também aparece em Melhor Álbum de Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa. Nessa categoria, a concorrência inclui “Antes Que a Terra Acabe”, de Luedji Luna, “BRava”, de Jenni Mosello, “MARINADA Vol.01”, de Marina Sena, e o álbum homônimo de Ludom. São duas disputas com recortes diferentes: uma considera os álbuns de toda a música latina, enquanto a outra olha especificamente para a produção pop cantada em português.
A presença nas duas listas dá a medida da circulação de “EQUILIBRIVM”. O álbum tem 15 faixas e reúne convidados de vários pontos da cena musical, entre eles Liniker, Marina Sena, Luedji Luna, Os Garotin e Shakira. Essa combinação de vozes ajuda a explicar a proposta de um trabalho que passeia por sonoridades e temas sem se prender a uma única imagem de Anitta. Ao falar sobre o disco na época do lançamento, ela o apresentou como um retrato amplo de si mesma, com espaço para amor, humor e assuntos mais profundos.
A indicação de Álbum do Ano chama atenção também pelo conjunto da categoria. Anitta divide a relação com projetos de Ca7riel e Paco Amoroso, Silvana Estrada, Milo J, Rawayana e outros artistas. A lista põe lado a lado linguagens musicais bastante distintas. Para quem acompanha a cantora desde os primeiros sucessos no Brasil, é mais um capítulo de uma carreira que passou a dialogar cada vez mais com públicos de fora do país.
Ainda não há vencedores: por enquanto, o que a Academia Latina da Gravação anunciou foram os indicados. A cerimônia da 27ª edição está marcada para 12 de novembro, em Las Vegas. Até lá, “EQUILIBRIVM” segue em duas conversas ao mesmo tempo — a da música pop em português e a da produção latina como um todo. O resultado ficará para a noite da premiação, mas a dupla indicação já traz o álbum de volta aos holofotes meses depois de sua chegada às plataformas. A relação de convidados ajuda a dimensionar o alcance do trabalho dentro da própria música brasileira: há artistas de diferentes caminhos criativos dividindo espaço nas 15 faixas. A candidatura principal coloca esse conjunto diante de obras gravadas em diversos países da América Latina, sem apagar a identidade em português que também rendeu ao disco sua segunda nomeação.