Céline Dion volta aos palcos depois de seis anos e emociona Paris
Cantora abriu uma série de apresentações na capital francesa, revisitou grandes sucessos e falou ao público sobre a convivência com a Síndrome da Pessoa Rígida
Por Conteúdo
16 de Setembro de 2026 às 08:19
Céline Dion voltou a fazer um show completo na noite de sábado, 12 de setembro, em Paris, encerrando uma ausência de quase seis anos dos palcos. Aos 58 anos, a cantora canadense abriu uma temporada de apresentações entre setembro e outubro diante de uma plateia que aguardava por esse reencontro desde a interrupção de sua agenda. O retorno reuniu emoção, grandes baladas e uma demonstração pública de como a artista vem aprendendo a conviver com uma doença neurológica rara.
O repertório passou por músicas que ajudaram a transformar Céline em uma das vozes mais conhecidas do pop mundial. “Because You Loved Me”, “The Power of Love”, “I'm Alive” e “My Heart Will Go On” apareceram durante a noite. A escolha de “Because You Loved Me” ganhou um sentido especial: ao conversar com o público, ela agradeceu o apoio e a paciência dos fãs e relacionou sua volta ao carinho recebido durante os anos longe das turnês.
O último concerto de Céline antes dessa pausa havia ocorrido em março de 2020. A pandemia interrompeu a turnê que estava em andamento, e os problemas de saúde prolongaram o afastamento. Em 2022, ela revelou o diagnóstico de Síndrome da Pessoa Rígida, condição neurológica e autoimune capaz de provocar espasmos severos e comprometer movimentos, rotina e voz. A partir daí, apresentações foram canceladas enquanto a cantora concentrava esforços no tratamento.
No palco de Paris, Céline falou sobre esse período sem transformar a noite apenas em retrospectiva. Disse que havia prometido voltar e celebrou o fato de estar novamente cantando ao vivo. Também contou que, ao lidar diariamente com a síndrome, decidiu fazer da convivência com a doença uma razão para seguir. A emoção apareceu desde o início, mas a apresentação avançou com a artista cercada por músicos e apoiada por um catálogo conhecido em vários idiomas.
O reencontro não surgiu completamente de surpresa. Em julho de 2024, Céline cantou “Hymne à l'Amour”, de Édith Piaf, na abertura dos Jogos Olímpicos de Paris, em uma apresentação na Torre Eiffel que sinalizou sua capacidade de voltar a cantar diante de uma grande audiência. Aquela participação, porém, foi pontual. O concerto de 12 de setembro marcou a retomada de uma sequência regular de shows.
Paris foi escolhida para sediar essa nova etapa, e a noite de estreia teve o peso de uma promessa cumprida. Céline não escondeu a fragilidade dos últimos anos, mas também não permitiu que ela apagasse o espetáculo. Ao reencontrar músicas que exigem extensão e controle vocal, abriu um capítulo que seus fãs esperavam há muito tempo: não uma simples aparição, e sim a volta efetiva de uma cantora ao lugar onde construiu boa parte de sua história.
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