Luisa Arraes surge como Cássia Eller na primeira imagem da cinebiografia
Filmado no Rio de Janeiro, longa vai unir grandes apresentações, bastidores da carreira e a história de amor da cantora com Maria Eugênia
Por Conteúdo · 3 min de leitura
O longa nasce com a tarefa delicada de retratar uma artista que nunca coube facilmente em rótulos. Cássia transitou pelo rock, pela MPB e pela canção popular com uma interpretação muito própria, capaz de transformar repertórios alheios em registros imediatamente reconhecíveis. A narrativa deve equilibrar o impacto da fama, os excessos ligados ao universo do rock e o preconceito enfrentado por ela, sem deixar de lado a personalidade que conquistou colegas e público.
Um dos eixos centrais será a relação de Cássia com Maria Eugênia. O filme acompanha a história de amor das duas e os obstáculos vividos para que a família construída por elas fosse reconhecida. A maternidade também aparece nesse percurso, ampliando o retrato para além do palco e aproximando o público de momentos conhecidos apenas por parentes e amigos.
A produção também vai recriar apresentações decisivas da carreira, entre elas o show no Rock in Rio de 2001. Aquele ano ficou marcado por uma sequência de performances que consolidou Cássia como uma presença rara ao vivo: intensa, espontânea e capaz de conduzir multidões sem abrir mão da simplicidade. Ao reunir cenas públicas e episódios íntimos, o longa busca mostrar como essa força artística convivia com a mulher, a companheira e a mãe.
Além de Luisa Arraes, o elenco reúne Olivia Torres, Ramon Francisco, Stella Rabelo, Rui Ricardo, Pamela Germano, Leandro Ramos, João Cortes e Bento Dias. A direção é de Diego Freitas. Bia Crespo e Fernando Bonassi assinam o roteiro, com versão final de Marcelo Saback, enquanto Iafa Britz responde pela produção.
“Cássia – O Filme” é uma realização da Migdal Filmes, H2O Produções e Diadorim Ideias. A escolha de Luisa veio depois de uma seleção com mais de cem atrizes, e a primeira fotografia oficial agora transforma a expectativa em algo concreto. Ainda sem a experiência completa da atuação diante do público, a imagem já estabelece uma ponte entre duas gerações: de um lado, a cantora que deixou o país cedo demais, em 2001; de outro, uma atriz encarregada de recuperar sua energia sem fazer uma simples imitação. Para quem cresceu ouvindo aquela voz rouca e potente, o filme promete um reencontro. Para quem chegou depois, pode ser a porta de entrada para descobrir por que Cássia Eller continua tão presente.